Qual a religião da população paulista? Como acontece no Brasil, o Estado de São Paulo também é predominantemente Católico? Quantos são os Evangélicos? Quem é mais religioso: o homem ou a mulher? Os jovens estão deixando a religiosidade de lado? Para responder a essas e outras curiosidades sobre o perfil religioso do paulista, a Limite foi a campo e perguntou: QUAL SUA RELIGIÃO?
OS CATÓLICOS SÃO A MAIORIA
Mesmo muitos estudos apontando uma forte queda no percentual de brasileiros católicos, como ocorre no Brasil, considerado o maior país católico do mundo, o Estado de São Paulo ainda conta com uma população predominantemente católica: 55% dos entrevistados responderam ser essa a sua religião.
Os evangélicos representam uma importante parcela da população – 24%. Se analisarmos os estratos, diferentemente do que acontece com outras religiões, onde o percentual de jovens é inferior ao percentual da população mais velha, as religiões evangélicas possuem o mesmo percentual entre a população mais velha e mais jovem, o que, no futuro, pode indicar um aumento na representatividade dessas religiões entre a população do Estado de São Paulo.
Outras religiões somadas representam 8% da população paulista, sendo que 13% disseram não ter nenhuma religião.
MULHERES DE FÉ
Se entre os homens o percentual de entrevistados que afirmaram ter alguma religião foi de 83%, entre as mulheres esse número sobe para 90%. Assim, podemos afirmar que o sexo e a religiosidade possuem uma importante correspondência.
Analisando os estratos, podemos notar que entre os homens a religião católica é mais presente que entre as mulheres, onde as religiões evangélicas e as outras religiões ganham mais força.
O JOVEM E A RELIGIÃO
Na chamada Idade Mídia, quando o acesso a informações tornou-se fácil e amplo, as religiões, muito questionadas e postas em cheque, parecem ter perdido um pouco de sua força, ao menos entre os jovens do Estado de São Paulo. Analisando a tabela estratificada, podemos notar que entre a população mais jovem o percentual de entrevistados que respondeu não ter nenhuma religião foi de 20%, enquanto entre os mais velhos o número de pessoas sem religião representa 8%.
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa quantitativa em referência foi realizada entre os dias 1º. e 12 de dezembro de 2008, sendo entrevistados 801 moradores com idades a partir de 16 anos em todo Estado de São Paulo.
O questionário abordou também as variáveis sexo, idade, escolaridade, renda familiar e região do Estado, para análises estratificadas de acordo com os níveis destes fatores.
A margem de erro para os índices globais apresentados na pesquisa é de no máximo 3,5%, dentro de um intervalo de confiança de 95%.
Qual o veículo de comunicação com maior penetração entre a população do Estado de São Paulo? Na Televisão, os paulistas preferem jornalismo ou novela? Qual o futuro do Jornal Escrito? As Rádios FM são mais populares que as AM? As redes de relacionamento dominaram a Internet? A Limite Consultoria foi a campo e investigou os veículos de comunicação que participam do cotidiano dos paulistas, preferências para conteúdos e programações e outras curiosidades sobre o tema.
O PODER DA QUADRADA
Há muito, a Televisão é o veículo com maior penetração entre a população brasileira. A união de som e imagem cativa a audiência desde sua chegada ao país. Não é por acaso que é a campeã em investimentos publicitários e em estudos sobre sua influência no comportamento do consumidor. No Estado de São Paulo, onde a grande maioria da população utiliza esse meio para obter informações sobre os acontecimentos atuais, a Televisão é o veículo de comunicação com maior penetração: 93% dos paulistas a assistem com regularidade.
Na briga pela preferência de programação, o jornalismo leva a melhor sobre a novela, sendo o tipo de programação procurado por 65% dos paulistas que vêem Televisão.
O JORNAL NO MUNDO VIRTUAL
A preocupação com o futuro do Jornal Escrito é evidente entre os estudiosos de comunicação e donos deste veículo. Até pouco tempo, o Jornal Escrito era o segundo meio mais utilizado para saber das atualidades (perdendo apenas para a Televisão), hoje divide forças com a Internet, cada vez mais popular.
Mas mesmo em queda de penetração, o Jornal ainda é um veículo forte, atingindo 45% da população paulista, que procura através deste veículo, principalmente, manter-se informado sobre os acontecimentos locais (Notícias da cidade). Isso demonstra um futuro possível para o Jornal escrito: a regionalização. Além de trazer notícias locais, esse meio de comunicação apresenta como vantagem, o baixo investimento necessário, se comparado com os demais veículos
O QUE SEU RÁDIO TOCA
Embora seja apenas o quarto na busca por informações sobre os acontecimentos atuais, o Rádio é o segundo veículo de comunicação com maior penetração entre os moradores do Estado mais rico do país (perde apenas para a Televisão). Assim, podemos concluir que o Rádio é usado para outros fins que não informativos.
O fato pode justificar a preferência pelas Rádios FM: 71% dos entrevistados preferem Rádios FM, contra 15% que ouve Rádios AM.
A música sertaneja é o estilo que mais toca nos corações paulistas.
“UM GRUPO DE TIETES DE CONNECTICUT...”
Em 1996, Gilberto Gil já cantava as inúmeras possibilidades de utilização da Internet. Na época, o Brasil contava com aproximadamente 100 mil internautas, hoje se estima mais de 70 milhões.
Cada vez mais forte, mesmo entre a população pertencente às classes econômicas mais baixas, a Internet é revolucionadora da forma de comunicação de massa e modificadora das relações sociais. Entre os paulistas, 49% é a penetração deste veículo, chegando a 73% entre a população com renda superior a três salários mínimos.
Mesmo o jornalismo sendo o principal motivo de acessos à Internet, 50% dos internautas participa de alguma rede de relacionamento. Destas o Orkut e o MSN são as grandes estrelas.
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa quantitativa em referência foi realizada entre os dias 1º. e 12 de dezembro de 2008, sendo entrevistados 801 moradores com idades a partir de 16 anos em todo Estado de São Paulo.
O questionário abordou também as variáveis sexo, idade, escolaridade, renda familiar e região do Estado, para análises estratificadas de acordo com os níveis destes fatores.
A margem de erro para os índices globais apresentados na pesquisa é de no máximo 3,5%, dentro de um intervalo de confiança de 95%.
Veja todos os resultados da pesquisa acessando:
CANAL PÚBLICO - ESTUDOS
Todos têm um estilo musical preferido, aquele jeitinho de cantar que embala os momentos cotidianos e serve de trilha sonora de muitas vidas comuns (ou não). Mas afinal, qual é a música da população paulista? É apenas no interior do Estado que estão os amantes do Sertanejo? A MPB é mesmo popular? Qual é a nova bossa dos jovens? A Limite Consultoria e Pesquisas de Marketing foi a campo descobrir o que mais toca nos corações paulistas e respondeu a essas e outras curiosidades musicais.
Com larga vantagem sobre o segundo gênero musical, o Sertanejo é preferido por 36% dos paulistas, aparecendo na frente em todos os estratos sociais, em alguns com boa vantagem, em outros empatado com demais estilos. Em seguida aparecem a MPB (16%) e o Pagode (12%), ambos preferidos por mais de 10% da população.
NA IPIRANGA COM A SÃO JOÃO
Não importa se na Ipiranga com São João ou em outro canto conhecido de São Paulo. Mesmo tendo Caetano exaltado a maior metrópole brasileira, não é o estilo musical do compositor o mais ouvido pelos paulistanos. Engana-se quem acredita que a música sertaneja é a preferida somente pelos moradores do interior. O gênero tido como interiorano está também no coração de quem mora na capital e grande São Paulo: 33% deste público são embalados pelas harmonias da auto-proclamada herdeira da música caipira. A MPB é citada por 17% dos paulistanos e moradores desta região metropolitana.
NEM TÃO POPULAR ASSIM...
Se entre a população com pelo menos o ensino médio completo a MPB (24% de preferência) aparece empatada tecnicamente com o Sertanejo (26% de preferência) como o estilo preferido, entre a população com escolaridade igual ou inferior ao ensino fundamental a MPB é apenas a oitava colocada. Entre esse público o Sertanejo atinge o pico de 52% de preferência, seguido pelo Pop (11%), Pagode (10%) e Evangélica/Gospel (9%).
O mesmo acontece quando realizamos uma análise dentro da estratificação por renda familiar: a MPB, com 7%, é a sexta colocada na preferência dos entrevistados com rendimento mensal igual ou inferior a 3 salários mínimos, neste estrato, a música sertaneja atinge 42% de preferência. Já, junto ao público constituído pela população com renda familiar acima de 3 salários a MPB (26%) novamente empata tecnicamente com o Sertanejo (30%), dividindo a preferência com o queridinho caipira.
A MÚSICA E OS JOVENS
Sexo e região do Estado não exercem grande influência no gosto musical do paulista, porém idade é um fator que possibilita traçar perfis.
Para quase metade do público com idade acima de 35 anos o Sertanejo é o gênero musical que mais agrada: 45% deste público citou a música sertaneja como a que mais gosta. A MPB aparece em seguida com 17% de citação.
Já entre a população mais jovem, com idade entre 16 e 35 anos, o Sertanejo (24%) divide espaço com o Pagode (20%), a MPB (16%), o Pop (15%) e o Rock (15%), mostrando que o gosto musical deste público é bastante diversificado.
CONTRASTE
Se quiser agradar um jovem morador da grande São Paulo, com renda familiar superior a 3 salários e com ao menos o ensino médio concluído, convide-o para uma noite regada à muito Rock. Terá grandes chances de sucesso! O velho e bom Rock’n’Roll é apreciado por 44% deste público com características tão peculiares. Também terá boas chances de sucesso se a programação envolver MPB (33% de preferência) ou Samba (23% de preferência).
Por outro lado, se seu público for bem diferente deste citado anteriormente, a estratégia deverá ser trocada. Caso seu alvo seja mulheres do interior ou litoral paulista, com idade acima de 35 anos, baixas escolaridade e renda, uma ambientação sertaneja, propiciada por uma música adequada, fatalmente encantará. 64% das mulheres com esse perfil afirmaram ser o Sertanejo o estilo musical que mais gosta.
METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa quantitativa em referência foi realizada entre os dias 1º. e 12 de dezembro de 2008, sendo entrevistados 801 moradores com idades a partir de 16 anos em todo Estado de São Paulo.
O questionário abordou também as variáveis sexo, idade, escolaridade, renda familiar e região do Estado, para análises estratificadas de acordo com os níveis destes fatores.
A margem de erro para os índices globais apresentados na pesquisa é de no máximo 4,2%, dentro de um intervalo de confiança de 95%.
Veja todos os resultados da pesquisa acessando:
CANAL PÚBLICO - ESTUDOS